O diretório do PT Estadual da Bahia, validou ontem (29) a eleição de Emerson Nino como novo presidente do PT municipal, em eleição que ocorreu dia 11 de Agosto, após a renúncia do ex-presidente Carlos Martins. Na eleição, Émerson Nino teve 17 dos 22 votos do diretório municipal, maioria absoluta. O candidato derrotado Ademilton Rosa, conhecido como “Lima” que foi apoiado pela vice-prefeita Marivalda Silva entrou com recurso na direção estadual contra a eleição do novo presidente Émerson Nino (PT). As informações são do Bahia Notícias.
No recurso, Lima afirmava que Nino que é atualmente secretário municipal não poderia concorrer ao cargo de presidente. Na reunião da executiva do partido estadual, a maioria validou a eleição municipal, que atendeu todos os requisitos legais, derrubando o recurso contrário e notificou o novo presidente para no dia de sua posse, demonstrar estar atendidos os requisitos do artigo 33 do regimento do partido. O novo presidente tem 72 horas para apresentar a sua intenção de tomar posse na direção partidária.
Émerson Nino procurado pela nossa reportagem, afirmou que quando se candidatou para presidente do PT municipal foi “para defender os interesses do partido e não pessoais e que assim o fará”. Nino reforçou que pretende após sua posse reforçar os ideais de luta pela classe trabalhadora, defendendo o projeto do governador Jerônimo e do Presidente Lula. “Minha candidatura é para fazer o PT de Candeias voltar a crescer. Respeitando quem tem história e abrindo espaço para os mais jovens e novos filiados fazerem o partido avançar dentro das nossas diretrizes. A política do país e da Bahia vivem momentos novos, onde o diálogo e o projeto coletivo superam as vontades individuais” afirmou.
O ex-presidente do partido Carlos Martins, membro do diretório afirmou que “Nino representa a renovação do PT de Candeias no momento certo por decisão democrática do seu diretório. Diretório esse que não tem donos nem nunca precisou de caciques para atropelar ninguém” em referência a supostas tentativas de interferências externas. Martins denunciou que “quanto aos encaminhamentos, saberemos tomá-los soberanamente, sem a interferência de estranhos que nunca ajudaram” o partido na cidade e “agora […] querem até interferir”. E concluiu: “Vamos continuar a jornada democrática que nos trouxe até aqui. Travamos o bom combate desde 1982 quando participamos das primeiras eleições e soubemos ao longo desta história nos posicionarmos do lado certo, ou lançando candidatos ou apoiando outros, a história recente demonstra nosso acerto. Nas eleições que se avizinha teremos a decisão democrática dos nossos filiados, repito sem a interferência de estranhos”