O crime da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico, 72 anos, chocou a comunidade negra. O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (17/08), por volta das 20h, em Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho, região metropolitana de Salvador.
A vítima foi atingida por 12 tiros no rosto dentro do terreiro da comunidade e três netos presenciaram o crime covarde. Bernadete estava, inclusive, no programa de proteção as testemunhas.
A Secretaria da Segurança Pública disse em nota enviada ao Informe Baiano que “repudia o homicídio da liderança quilombola Bernadete Pacífico, se solidariza à família e informa que as polícias Militar, Civil e Técnica, após tomarem conhecimento do fato, iniciaram de imediato as diligências e a perícia no local para identificar os autores do crime”.
“Informações preliminares indicam que dois homens, usando capacetes, entraram no imóvel da vítima, na cidade de Simões Filho, e efetuaram disparos com arma de fogo. Detalhes sobre a dupla de homicidas podem ser enviados, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP)”, concluiu a SSP.
No final de julho, no dia 27, a vítima esteve com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber. Na ocasião, ela fez um desabafo e relatou ameaças. Também citou o descaso das autoridades: “Até hoje não sei o resultado do assassinato do meu filho”.
Bernadete é mãe de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, mais conhecido como Binho do Quilombo, assassinado há quase seis anos, no dia 19 de setembro de 2017. O crime ainda não foi elucidado.