O Vitória estreou com um empate por 1 a 1 com o Universidad Cátolica de Quito, em sua estreia da Copa Sul-Americana no Barradão. Após a partida em entrevista coletiva, o técnico Thiago Carpini valorizou o ponto conquistado e disse entender as vaias do torcedor.
“Temos que valorizar o elenco e usar todos os atletas. Entendemos o torcedor, mas temos que valorizar o ponto. Tivemos força para buscar o empate e, em alguns momentos, até chances para vencer. No 0 a 0, Mosquito teve uma chance e o goleiro fez grande defesa. Poderia ter sido outro jogo. Terminamos só com um zagueiro, com Baralhas improvisado, o que nos deixou mais expostos. É momento de valorizar o ponto conquistado com o time de volta a uma competição internacional depois de muito tempo”, analisou.
Carpini também comentou sobre a ansiedade da equipe e a necessidade de reduzir erros defensivos. “Acho que essa insegurança atrapalha. O atleta quer acertar, ele não quer comprometer. E essa ansiedade acaba prejudicando. A responsabilidade não é só do Raul ou do Neris, é nossa, começa comigo. Vamos enfrentar adversários que só precisam de meia chance para marcar. Precisamos minimizar os erros rapidamente. Isso vai melhorar”, disse o treinador.
O técnico admitiu que a equipe precisa recuperar a confiança. “A ansiedade interfere na tomada de decisão, no momento do gol. Não é o cenário ideal porque agora começa a fase mais importante da temporada, mas ainda temos um recorte positivo. São sete jogos com uma vitória, mas também são 24 jogos com apenas três derrotas. Hoje voltamos a jogar bem em alguns momentos. Quando voltarmos a vencer, a confiança vai ajudar na tomada de decisão”, afirmou.
Sobre a substituição de Ryller no intervalo, o treinador informou que o volante passou mal e disse que Matheusinho ainda não está 100%. “Ryller passou mal no intervalo. Não era uma mudança que eu queria fazer, mas foi preciso. Matheusinho ainda não está 100%, mas foi decisivo, assumiu a responsabilidade do pênalti. Ele ainda está no sacrifício, não quer ficar fora do processo. Está jogando praticamente sem treinar, então precisamos ter cuidado. A torcida queria Claudinho, mas ele não joga 90 minutos há dois meses, precisou de mais tempo para se recuperar. Por isso preciso contar também com Raul Cáceres”, justificou.
Sobre a postura da equipe, Carpini defendeu o desempenho no primeiro tempo. “Lembro de algumas finalizações: uma do Janderson, outra do Mosquito, uma falta na entrada da área. Aconteceram finalizações e triangulações. Não sei em que aspecto se fala de desorganização. Terminamos só com um zagueiro porque achei que valia arriscar. Mas, dentro desse contexto, o comportamento individual e a entrega dos atletas precisam ser reconhecidos”, concluiu.