A crise que toma conta de São Francisco do Conde, apelidada de “Calmon Tanferi”, finalmente transbordará para as ruas. Após semanas de denúncias, paralisações e escândalos, a população especialmente estudantes prejudicados pela falta de transporte universitário/tecnico decidiu se organizar e marcou um grande protesto nesta segunda-feira, às 10h, em frente ao Ministério Público, e as 09 hs de terça-feira, na Câmara de Vereadores, cobrando providências urgentes e a imediata saída do prefeito Calmon do comando do município. Nada funciona, e o estudantes ficarão sem poder finalizar provas e o semestre, após a empresa que estar há 10 meses sem receber pagamentos paralisar o serviço.
A convocação começou de forma espontânea nos comentários das publicações sobre o colapso do transporte universitário e técnico no site Jornal Candeias. Os relatos de indignação tomaram as redes sociais: estudantes sem ônibus em plena semana de provas, jovens perdendo avaliações, pessoas pedindo carona para não abandonarem seus cursos, pais revoltados e profissionais denunciando a destruição completa da educação e da cidade. Em meio a esse cenário, o que mais se ouviu foi a pergunta: “Só nos resta o Ministério Público”
A revolta cresceu ainda mais diante de outros problemas acumulados pela gestão Calmon. Servidores contratados estão há quase dois meses sem salário, sustentando famílias com cartões de crédito e devendo aos agiotas. O programa social Pão na Mesa, que deveria beneficiar milhares de pessoas, tem 12 meses de pagamentos retroativos atrasados, mesmo após decisão judicial determinando sua regularização imediata decisão que o prefeito simplesmente ignorou e ficou por isso mesmo. Além disso, moradores denunciam a retirada de medicamentos gratuitos e o agravamento da crise na saúde, deixando pacientes sem assistência básica.
O sentimento geral é de abandono e esgotamento. Nos comentários, cidadãos afirmam que a cidade vive um caos completo e que a administração afundou todos os setores essenciais. Estudantes, trabalhadores, profissionais de educação e moradores de diversos bairros convergem na mesma crítica: a cidade está à beira do colapso e o Ministério Público precisa agir. Diante desse cenário, estudantes lideram o movimento para pressionar o MP a tomar uma atitude concreta. O protesto desta segunda-feira busca chamar atenção para o descontrole administrativo e exigir respostas sobre: salários atrasados; falta de transporte estudantil; descumprimento da decisão judicial do Pão na Mesa; retirada de medicamentos gratuitos; abandono da educação e da saúde; falta de transparência e a passagem ilegal do comando da Prefeitura, a secretaria de Saúde, Graice Tanferi.











