São Francisco do Conde caminhará nesta segunda-feira (01) para um colapso total na mobilidade urbana e no acesso a serviços essenciais. Por falta de pagamento há quase 10 meses, a empresa Atlântico Transportes informou a prefeitura que suspendeu o transporte universitário e técnico, além do transporte urbano e de funcionários no município. Por decisão de Calmon, que se especializou em dar calote em quem presta serviços a cidade e só pagar a empresas ligados a seus operadores financeiros como “Caruru ou Camamu”, “Papito ou Pirulito”, a cidade amanhecerá e permanecerá no caos total.
Os maiores prejudicados do calote de Calmon serão os estudantes universitários e técnicos que ficarão sem transporte na fase final do semestre e de provas. Os ônibus urbanos, que faziam linhas para os distritos serão paralisadas e veículos da saúde, em débitos desde Janeiro foram recolhidos. Apesar disso, a empresa que gere os cartões de combustível já recebeu nos últimos 90 dias, mais de 1 milhão de reais com a cidade quase toda parada. As empresas ligadas ao supostos operadores “Papito” ou “Palito” e “Camamu” ou “Caruru” já receberam mais de R$ 7 milhões em 90 dias. Calmon só paga a quem lhe interessa.
Após diversas notificações de falta de pagamento enviadas a prefeitura por meses, nesta sexta feira (28), a Atlântico Transportes realizou a notificação extrajudicial, em que aponta a falta de pagamento das faturas pelos serviços prestados há 10 meses e pelos subsídios devidos pelo município, de que não há mais condições financeiras de manter a frota rodando sem que a Prefeitura pague pelos serviços. A empresa também comunicou com tempo, o recolhimento de todos os veículos locados pela gestão municipal, pois a decisão atingirá não apenas o transporte público, mas diversos carros que atendem secretarias e serviços essenciais.
Um dos impactos mais dramáticos recai sobre os universitários e estudante técnicos de São Francisco do Conde. Com transporte universitário/técnico suspenso, dezenas de estudantes vão ficar à beira de perderem provas finais e semestres. Após a humilhação do atraso na Bolsa Universidade/Técnica, que ficou meses sem ser paga, a ausência dos ônibus significará, para muitos, o corte definitivo da única ponte entre o sonho da graduação e da profissão. Esse novo ataque a área da educação, foi tramado para desgatar a secretária de educação Vanessa Dantas e seu esposo e mais forte candidato do PT a prefeito em 28, Rosemberg Pinto.
Alunos da rede pública também terão sonhos destruídos por Calmon, porque dependem do transporte para chegar às escolas, sobretudo em áreas mais afastadas e distritos. A única coisa paga em dias na educação são os contratos de merenda escolar geridos pela SuperNutre de Erick Filgueiras, que já recebeu quase R$ 7 milhões em 90 dias, mesmo quase não tendo aulas, por atraso nos pagamentos dos professores, além da falta de agentes de limpeza, pois Calmon também atrasa há meses as faturas da empresa GTS, responsável pela terceirização da limpeza das escolas.
A interrupção das linhas gratuitas para os distritos vai isolar comunidades inteiras, impedindo deslocamentos para trabalho para quem ainda tem, tratamentos médicos e compromissos básicos do dia a dia. Segundo apurado pela reportagem, a empresa já havia notificando a Prefeitura há mesessobre os atrasos e o acúmulo de dívidas, alertando para o risco de suspensão dos serviços e a prefeitura decidiu pelo calote. Hoje, a empresa responsável pelo hospital “provisório” também teria informado a prefeitura a suspensão do serviço a partir da semana que vem, devido a atrasos de pagamentos. A ação feita de propósito, é para permitir a contratação emergencial de empresas ligadas a outro operador financeiro do grupo, conhecido como “Caruru” ou “Camamu”.











