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Região Metropolitana de Salvador registra inflação mais alta do Brasil em março

Resultado foi puxado pela gasolina e por alimentos. Informação foi divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

10/04/2026 15h05
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Puxada pela gasolina e alimentos, a inflação da Região Metropolitana de Salvador (RMS) acelerou para 1,47% em março, e é a mais alta do país. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação mais que triplicou em relação ao verificado em fevereiro (0,40%), ficou acima do nacional (0,88%) e foi o maior dentre os 16 locais pesquisados. Também foi o mais alto em 4 anos, desde o registrado em março de 2022 (1,53%).

Com altas em sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o IPCA de março na RMS foi puxado pelo maior aumento dos transportes em 20 anos (4,79%), com mais força da gasolina, que teve a maior alta em 30 anos (17,37%), e pelos alimentos, que tiveram a maior inflação em 6 anos (2,26%).

Dos 10 itens que mais aumentaram, sete foram alimentos consumidos em casa, puxados pela batata-inglesa (55,15%) e pelo tomate (49,25%). Três foram despesas do grupo transportes, sendo duas delas com combustíveis.

A inflação só não foi maior porque houve queda média de preços em dois grupos de despesas: vestuário (-0,41%, terceira deflação consecutiva) e habitação (-0,30%). No primeiro caso, as principais influência vieram dos tênis (-3,14%) e bermudas/shorts masculinos (-3,60%). Entre as despesas com moradia, a principal contribuição veio da energia elétrica (-0,44%).

Outros itens com preços em queda em março, na RMS, e que também ajudaram a conter o IPCA foram hospedagem (-5,57%) e transporte por aplicativo (-5,95%).

Com o resultado de março, o IPCA da Região Metropolitana de Salvador acumulou alta de 2,39% no primeiro trimestre de 2026. Também é a maior inflação acumulada do país, acima do índice nacional (1,92%).

Maior aumento da gasolina em 30 anos e pelos alimentos

 

Os combustíveis subiram 17,26%, puxados pela gasolina, que teve o maior aumento em 30 anos, desde abril de 1996. — Foto: Divulgação

Os combustíveis subiram 17,26%, puxados pela gasolina, que teve o maior aumento em 30 anos, desde abril de 1996. — Foto: Divulgação

 

A inflação foi resultado de altas em sete dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, mas fortemente puxada para cima pelos preços dos transportes e alimentos, sobretudo a gasolina e produtos consumidos em casa, como o tomate.

As despesas com transporte foram as que mais aumentaram no mês (4,79%), registrando a maior alta em pouco mais de 20 anos, desde outubro de 2005 (5,93%).

 

  • Os combustíveis subiram 17,26%, puxados pela gasolina (17,37%), que teve o maior aumento em 30 anos, desde abril de 1996 (19,37%), e foi o item que, individualmente, mais contribuiu para a elevação do custo de vida na RMS.
  • O diesel aumentou ainda mais que a gasolina (23,83%), registrando o maior IPCA desde que começou a ser pesquisado na RMS, em 2012, e exerceu a 3ª maior contribuição individual de alta na inflação de março. Mesmo com uma contribuição menor, o etanol também teve aumento relevante (10,14%).

 

O grupo alimentação e bebidas (2,26%) teve o segundo maior aumento e exerceu a segunda pressão inflacionária mais significativa em março, na RMS, apresentando o maior aumento em seis anos, desde abril de 2020 (2,34%).

 

  • A alta foi puxada sobretudo pelos alimentos comprados para consumo em casa (2,89%), principalmente tubérculos, raízes e legumes (36,53%) como o tomate (49,25%), a batata-inglesa (55,15%, o maior aumento entre os poucos mais de 200 produtos e serviços pesquisados) e a cebola (29,66%).

 

 
A alta foi puxada sobretudo pelos alimentos comprados para consumo em casa, como a batata-inglesa e a cebola. — Foto: Júlio César Costa/g1
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