Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação mais que triplicou em relação ao verificado em fevereiro (0,40%), ficou acima do nacional (0,88%) e foi o maior dentre os 16 locais pesquisados. Também foi o mais alto em 4 anos, desde o registrado em março de 2022 (1,53%).
Com altas em sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o IPCA de março na RMS foi puxado pelo maior aumento dos transportes em 20 anos (4,79%), com mais força da gasolina, que teve a maior alta em 30 anos (17,37%), e pelos alimentos, que tiveram a maior inflação em 6 anos (2,26%).
Dos 10 itens que mais aumentaram, sete foram alimentos consumidos em casa, puxados pela batata-inglesa (55,15%) e pelo tomate (49,25%). Três foram despesas do grupo transportes, sendo duas delas com combustíveis.
A inflação só não foi maior porque houve queda média de preços em dois grupos de despesas: vestuário (-0,41%, terceira deflação consecutiva) e habitação (-0,30%). No primeiro caso, as principais influência vieram dos tênis (-3,14%) e bermudas/shorts masculinos (-3,60%). Entre as despesas com moradia, a principal contribuição veio da energia elétrica (-0,44%).
Outros itens com preços em queda em março, na RMS, e que também ajudaram a conter o IPCA foram hospedagem (-5,57%) e transporte por aplicativo (-5,95%).
Com o resultado de março, o IPCA da Região Metropolitana de Salvador acumulou alta de 2,39% no primeiro trimestre de 2026. Também é a maior inflação acumulada do país, acima do índice nacional (1,92%).
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Os combustíveis subiram 17,26%, puxados pela gasolina, que teve o maior aumento em 30 anos, desde abril de 1996. — Foto: Divulgação
A inflação foi resultado de altas em sete dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, mas fortemente puxada para cima pelos preços dos transportes e alimentos, sobretudo a gasolina e produtos consumidos em casa, como o tomate.
As despesas com transporte foram as que mais aumentaram no mês (4,79%), registrando a maior alta em pouco mais de 20 anos, desde outubro de 2005 (5,93%).
O grupo alimentação e bebidas (2,26%) teve o segundo maior aumento e exerceu a segunda pressão inflacionária mais significativa em março, na RMS, apresentando o maior aumento em seis anos, desde abril de 2020 (2,34%).
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