Os Profissionais da Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto, no bairro do Pau Miúdo, denunciam atrasos salariais que se arrastam desde fevereiro deste ano por parte do Governo do Estado da Bahia, sob comando do Governador Jerônimo Rodrigues. A situação, segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), já afeta diretamente o funcionamento da unidade e levou à suspensão, por tempo indeterminado, do atendimento de emergência na noite da última quinta-feira (30).
A crise foi constatada durante uma fiscalização realizada pelo Cremeb na manhã da última sexta-feira (1º). Conforme a pasta, médicos anestesiologistas estão entre os profissionais prejudicados pela falta de pagamento, o que comprometeu a montagem das escalas de plantão. Segundo a direção da maternidade, cerca de 71 médicos ainda não receberam os valores referentes ao mês de fevereiro. A unidade conta atualmente com 301 profissionais médicos.
O diretor técnico da maternidade, Pedro Paulo Bastos Filho, informou que o contrato entre a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), responsável pela administração da unidade, foi encerrado em fevereiro. Desde março, a maternidade passou a funcionar em regime indenizatório após impasses envolvendo o processo licitatório da gestão.
“A IGH ganhou a licitação, mas o processo foi suspenso pelo governador. A empresa entrou na Justiça e está operando por meio de uma liminar. Toda essa situação está gerando insegurança entre os profissionais”, afirmou o diretor ao Cremeb. Ainda de acordo com Pedro Bastos, o último repasse realizado pela Sesab ocorreu apenas na quinta-feira (30), correspondendo a 70% do valor referente ao mês de março.
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