A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18/06) a nona fase da Operação Compliance Zero, tendo como principal alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA). Segundo as investigações, a PF apura suspeitas de que Wagner teria recebido um imóvel e pagamentos de propina por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. De acordo com os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A nova fase da operação busca aprofundar a apuração sobre a suposta participação do senador no esquema. Os investigadores analisam movimentações financeiras, contratos e operações patrimoniais que teriam sido utilizadas para disfarçar o repasse dos recursos.
Além de endereços ligados a Jaques Wagner, a Polícia Federal também cumpre mandados de busca em empresas e residências de Augusto Lima, apontado como peça importante na investigação. As diligências ocorrem na Bahia, em São Paulo e em Brasília.
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Nas fases anteriores, a Polícia Federal já havia realizado diversas ações contra empresários, operadores financeiros e pessoas ligadas ao núcleo investigado.
O Informe Baiano entrou em contato com a assessoria do senador Jaques Wagner, que ainda não se pronunciou sobre a ação da Polícia Federal.
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