O candidato à reeleição ao Senado, Jaques Wagner (PT), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 24.522.355,65 para as eleições de 2026. Em 2018, o ex-governador havia informado possuir R$ 3.355.966,73 em bens. O aumento supera R$ 21 milhões em oito anos. O senador ganha bruto R$46 mil e o valor líquido é de cerca de R$36 mil.
A principal alteração na declaração é um crédito de R$ 13.834.129,00, descrito como “crédito decorrente da venda de imóvel para o Esporte Clube Bahia e Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.”. Além disso, a declaração registra diversas aplicações financeiras, investimentos, veículos e imóveis.
Entre os bens declarados estão um apartamento em Salvador avaliado em R$ 1,6 milhão, participação de 50% em um sítio em Andaraí, aplicações em renda fixa, ações, previdência privada e cinco veículos, entre eles uma Mercedes-Benz, uma Amarok, um Audi, um BYD Song Plus e um Ford 1929.
A evolução patrimonial chama atenção porque, recentemente, Jaques Wagner afirmou publicamente que não possuía empresa, apenas “uma rocinha”, uma pequena propriedade e o apartamento onde mora. Já a declaração apresentada à Justiça Eleitoral lista um patrimônio significativamente superior ao mencionado na entrevista.
A legislação eleitoral determina que os candidatos apresentem a relação de bens ao registrar a candidatura. O patrimônio declarado não representa, por si só, irregularidade, cabendo ao candidato esclarecer a origem da evolução patrimonial quando questionado.
O Informe Baiano deixa o espaço aberto para manifestação do senador Jaques Wagner sobre a evolução de seu patrimônio e sobre a diferença entre a declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral e as recentes declarações públicas.
Sensação
Vento
Umidade
