A trajetória que levou o Banco Master a uma expansão acelerada teve entre seus pontos de partida um negócio originado na Bahia. Reportagem publicada pelo Poder360 aponta que o Credcesta, produto financeiro ligado à estatal Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), passou para a iniciativa privada em 2018 e posteriormente foi incorporado à estrutura do então Banco Máxima, que viria a se chamar Banco Master. A operação aproximou o empresário baiano Augusto Lima de Daniel Vorcaro e criou uma frente de crédito consignado que ganharia escala nacional.
Segundo a apuração, decisões tomadas durante os governos de Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, tiveram papel relevante na trajetória do Credcesta. Wagner sancionou, em 2014, a lei que autorizou a alienação da Ebal. Após tentativas de venda sem interessados, a estatal acabou privatizada em abril de 2018, durante a gestão Rui Costa, por R$ 15 milhões.
Apenas 16 dias depois do leilão, dois decretos assinados pelo então governador alteraram as condições de funcionamento do Credcesta: um autorizou a ampliação das operações de crédito, inclusive com saque em dinheiro, e outro modificou regras relacionadas à margem de consignação dos servidores estaduais. De acordo com o Poder360, Augusto Lima assumiu o Credcesta e, ainda em 2018, formalizou a intenção de se tornar sócio de Vorcaro.
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