A Polícia Federal indiciou 25 pessoas na Operação Overclean, que apura suspeitas de corrupção, fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de pavimentação em municípios baianos.
Entre os indiciados estão o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, além dos empresários Fábio e Alex Parente e dos ex-coordenadores estaduais do Dnocs Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho.
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de ter movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos sob suspeita e obras com possível superfaturamento, abastecidas com recursos federais ligados ao Dnocs e à Codevasf.
Os investigados poderão responder, conforme a apuração, por crimes como fraude em licitações, corrupção, peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraço às investigações.
O avanço da operação reforça alertas que o Jornal Candeias vem fazendo há meses sobre denúncias, contratos públicos e redes de influência que, segundo informações levadas ao conhecimento dos órgãos de controle, poderiam alcançar agentes públicos, empresários e grupos políticos da Bahia.
À época, o jornal já destacava que “o recuo do mar é sinal de tsunami” — e os novos indiciamentos mostram que a investigação segue abrindo novas frentes.
Os deputados federais Félix Mendonça Júnior, Elmar Nascimento, Vicentinho Júnior e Dal Barreto também são mencionados em linhas de investigação relacionadas à Overclean. No entanto, até o momento, não houve indiciamento formal deles neste núcleo do caso; as apurações seguem sob análise do Supremo Tribunal Federal.
O indiciamento é uma etapa da investigação policial e não representa condenação. Caberá à Procuradoria-Geral da República analisar o material e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
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