comandante do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (BEPE), tenente-coronel Flávio Farias, comentou durante entrevista ao Se Liga Bocão, nesta quarta-feira (26), que a Polícia Militar está preparada para um controle “enérgico” e “firme” sobre as torcidas organizadas. O oficial disse que é necessário “cortar na carne” para coibir a violência e que as próximas definições das autoridades devem bater o martelo sobre o futuro das organizadas no estado após a última tragédia no Ba-Vi do último domingo (23).
Ele destacou que, diferentemente dos bairros, o ambiente interno e o entorno das arenas esportivas têm registrado ausência de problemas graves e comentou até da possibilidade de uma torcida mista. “Dentro do estádio e no entorno, a gente não tem tido problemas. Está sendo até já servido de forma benéfica para que as autoridades, nas reuniões que eu participo, estejam atentos numa possibilidade disso ocorrer”, disse.
No entanto, o oficial apontou que a violência nos bairros e em vias de acesso próximas aos estádios representa o principal obstáculo. “Contudo, a gente está tendo esse fator ruim, que são os números nos bairros. E esse agora, esse crime que ocorreu foi já numa via de acesso mais próxima. Então isso dificulta, dificulta bastante”, avaliou.
Para uma possível viabilização do retorno de duas torcidas ao estádio no futuro, o tenente defendeu medidas drásticas. “As medidas agora devem ser adotadas de forma enérgica. Cortar na carne. Vai doer em gente aí, vão reclamar, mas eu acho que a gente tem que começar do início”, afirmou.
Entre as ações propostas, estão o controle rígido sobre as torcidas organizadas e a venda de camisas, além de uma articulação direta com a Polícia Civil para identificar faccionados infiltrados. “Nós estamos com reuniões já mantidas com a Polícia Civil, passando informações à Polícia Civil sobre faccionados que estão adentrando nas torcidas, porque não temos o controle desses”, explicou.
O comandante do BEPE também citou a possibilidade de exigir certidão de idoneidade para ingresso em torcidas organizadas. “Isso também foi motivo de pauta aqui, que foi tipo uma certidão emitida por órgão público de idoneidade da pessoa para entrar numa torcida organizada”, disse.
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