Um cabo do Exército lotado em Salvador é investigado por suspeita de desviar e vender armas, munições e granadas para integrantes de organizações criminosas. O militar foi identificado como Deivison dos Santos Ferreira.
De acordo com investigações da Polícia Civil da Bahia e do Ministério Público da Bahia (MPBA), o cabo teria negociado cerca de mil munições de fuzis dos calibres 5.56 e 7.62 com um dos grupos investigados. Conversas analisadas pelos investigadores também indicariam negociações envolvendo granadas.
As suspeitas surgiram após a análise de celulares apreendidos durante uma operação realizada em abril, em um imóvel que seria utilizado para armazenar e preparar drogas no bairro de Itapuã, em Salvador.
Segundo a investigação, o militar utilizava um emoji para se identificar nas conversas. A identidade teria sido confirmada por meio de dados pessoais informados durante as negociações, incluindo CPF e uma chave Pix utilizada para receber pagamentos.
O contato seria mantido com Gabriel Reis Oliveira, apontado pela polícia como responsável pela compra e revenda de armas e drogas para diferentes grupos criminosos.
O caso integra uma investigação mais ampla que resultou na Megaoperação Reino Oculto, deflagrada pela Polícia Civil com participação do MPBA. A ação resultou na prisão de 33 pessoas.
Segundo as autoridades, o esquema investigado teria movimentado mais de R$ 4 milhões e estaria relacionado a crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e munições, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações continuam para identificar a origem e a quantidade total de armamentos e munições que teriam sido desviados.
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