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Polícia

Ex-PM de 103 anos é condenado pela morte de homem em Salvador

Júri popular realizado nesta quinta-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, decidiu pela condenação do ex-PM de 103 anos

24/09/2026 19h57
Por: Sabendo com Alysson

O ex-policial militar Emiliano Melo dos Santos, de 103 anos, foi condenado nesta quinta-feira (24) pela morte de Welton Lopes Costa, de 34 anos, em Salvador. O júri popular foi realizado no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré.

Os jurados decidiram pela condenação de Emiliano a 4 anos e 9 meses de prisão. Conforme informações obtidas pelo Aratu On, na tarde desta quarta, ele cumprirá a pena em regime fechado domiciliar. Welton foi morto durante um episódio ocorrido no Largo Dois de Julho, em Salvador. A companheira dele, Jeniffer Carvalho dos Santos, também foi atingida por um disparo durante a ocorrência.

Em entrevista a reportagem, o irmão da vítima celebrou a condenação do ex-policial e contou sobre o sentimento de Justiça. 

“Essa vitória foi um presente maravilhosos para gente principalmente para minha mãe que está fazendo aniversário amanhã 73 anos estamos aliviado com a Justiça feita”, disse Welbert Lopes Costa. 

 

Defesa do ex-PM de 103 anos alegou legítima defesa

 

Antes do resultado do julgamento, o advogado Vivaldo Amaral afirmou que os depoimentos apresentados durante o júri reforçaram a versão de que Emiliano tinha um histórico pacífico e de prestação de serviços à comunidade.

 

A defesa também contestou as referências ao ex-PM como “Xerife do 2 de Julho” e “Bin Laden”. Segundo o advogado, os apelidos teriam surgido após o episódio e não corresponderiam à trajetória de Emiliano.

 

Durante o julgamento, os advogados sustentaram que o ex-PM teria tentado intervir em uma situação envolvendo Welton e a companheira dele. A defesa afirmou que Emiliano teria agido em legítima defesa própria e de terceiro. Segundo os advogados, Welton teria apresentado comportamento agressivo e empurrado Emiliano antes dos disparos.

Irmão da vítima contestou versão da defesa 

 

A versão apresentada pela defesa foi contestada pelo irmão da vítima, Welbert Lopes Costa. Ele negou que a vítima tivesse histórico de violência contra mulheres. Costa afirmou que pessoas que não conviviam com o irmão estariam apresentando relatos que, segundo ele, não correspondem à realidade. 

 

Welbert afirmou que a família recebeu uma educação baseada no respeito e negou que Welton tivesse histórico de violência contra mulheres: “Nossa mãe sempre ensinou a gente a ser pessoas corretas, educadas e respeitosas, principalmente com as mulheres.”

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