A declaração do presidente do partido Missão na Bahia, David Pirajá, defendendo chacina em bairros da capital baiana como forma de combate a integrantes de facções criminosas foi repudiada por lideranças políticas baianas. A fala do dirigente ocorreu neste domingo (27), durante ato do candidato a presidente da República pelo Missão, Renan Santos, no bairro do Canela.
Nesta segunda-feira (28), Renan repetiu a fala em vídeo publicado nas redes sociais.
“Nós, ganhando a eleição, eu me torno presidente da República, eu farei, não é ele falando mais, não é a Quécia, sou eu. Nós faremos uma chacina nesses bairros. Com quem? Com os membros das facções criminosas”, declarou o candidato a presidente ao se referir à declaração de David Pirajá.
Reação
Após a repercussão, a deputada federal Lídice da Mata (PSB) publicou um vídeo nas redes sociais rebatendo as declarações. A ex-prefeita de Salvador relatou que o caso deve ser tratado como crime.
“É um absurdo inaceitável. Eu conheço a história do bairro da Paz desde o seu início. É uma gente trabalhadora, é uma gente séria que conquistou o seu direito à moradia. Uma pessoa que diz uma coisa dessa deve receber do Ministério Público um posicionamento muito claro. Isto é um crime que nós não podemos aceitar”, disse
Quem também externou preocupação foi a vereadora Aladilce Souza (PCdoB). A legisladora soteropolitana afirmou que o caso se trata de apologia ao crime contra as comunidades.
“Não podemos permitir em nossa cidade apologia ao crime de extermínio de comunidades inteiras, do Bairro da Paz e do Planeta dos Macacos, em São Cristóvão. Isso é aporofobia, é crime e é assim que esse caso deve ser tratado, apurado com rigor e punido, para que não funcione como incentivador de outros atos igualmente bárbaros, na cidade mais negra fora da África”, externou
Diante do caso, a vereadora pediu à Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e ao Ministério Público do Estado (MP-BA) que investiguem os envolvidos no ato.









