O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou nesta segunda-feira (19) que o aumento da violência contra a mulher no Brasil tem relação direta com o bolsonarismo e com a cultura política disseminada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Rui, a escalada da violência de gênero está ligada a valores e comportamentos incentivados nos últimos anos, especialmente a exaltação de armas e da violência como símbolos políticos. “Todos sabem o que a família Bolsonaro fez no nosso país. Todos sabem o quanto que, infelizmente, eles contribuíram, inclusive, para o aumento da violência contra a mulher”, afirmou durante a inauguração da nova rodoviária de Salvador.
O ministro disse que o Brasil tenta agora reverter esse cenário por meio de mudanças legais e mobilização social. Ele citou a atuação do Congresso Nacional e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parte desse esforço. “O Congresso aprovou leis, o presidente Lula está chamando o povo à mobilização, mas isso tudo foi fruto da cultura que eles imprimiram, de violência, de arma”, declarou.
Rui Costa também usou exemplos simbólicos para reforçar a crítica ao bolsonarismo, ao mencionar a associação entre armas e a formação de crianças. “De pegar a criança de dois anos no colo e, ao invés de ler uma poesia para a criança, cantar uma música, ensinava a criança o símbolo de uma arma”, disse.
Ao abordar o cenário eleitoral, o ministro afirmou que o tema deverá ganhar ainda mais centralidade no debate político. “No debate eleitoral isso vai ficar mais explícito”, afirmou, ao se referir a eventuais pretensões da família Bolsonaro de voltar ao Palácio do Planalto.
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