
Hoje, a Câmara de Vereadores de São Francisco do Conde vota os vetos do prefeito Antônio Calmon à Lei Orçamentária Anual. Para o Jornal Candeias, esta sessão não é apenas mais uma votação. Ela será lembrada como o “Apito Final” o momento derradeiro em que cada vereador terá de escolher, de forma pública e definitiva, de que lado da história deseja ficar.

Chamamos de Apito Final porque a própria Câmara, semanas atrás, fez o que o Executivo se recusou a fazer: devolver o povo ao orçamento. Foram emendas que restituíram direitos básicos arrancados da LOA: comer, estudar, trabalhar, circular, receber salário em dia. Foi a Câmara que corrigiu o que Calmon tentou impor: um orçamento sem povo. Um orçamento onde quem perde é sempre o cidadão comum.

Hoje, ao votar os vetos, cada vereador decide se sustenta aquilo que assinou e defendeu diante da população, ou se rasga o compromisso assumido e transfere para si a culpa pelos cortes sociais. Não há meio-termo. Não há discurso que esconda o voto. Não há narrativa que apague o gesto. Quem votar a favor estará “absolvendo” Calmon e assumindo a responsabilidade pelos crimes impostos pelo prefeito ao povo.

Se os vetos forem mantidos, ficará claro que a Câmara atravessou a linha. E, atravessada essa linha, o custo é conhecido: sentença de morte política para quem optar por ficar contra São Francisco do Conde. O povo saberá. O povo lembrará. O povo cobrará.

Não se trata mais de convencer o prefeito. Calmon já não governa, nem o município, nem o próprio governo, nem a própria vida política. O que se vê é um gestor que deixou de ser líder e se tornou refém do sistema, um prefeito que terceirizou decisões, perdeu o controle e tenta impor vetos como último gesto de força, ao prometer cargos aos vereadores em troca da humilhação política pública. A cidade sente: quando o governante não governa, o orçamento vira arma; quando o diálogo acaba, o veto vira castigo.

Por isso, hoje, a responsabilidade é inteiramente da Câmara. É com os vereadores. É com cada voto. É com cada nome registrado no painel. Manter os vetos significa assumir, sem rodeios, que os cortes nos programas sociais, no transporte estudantil, nas políticas de renda e na dignidade do servidor têm assinatura parlamentar.

O Apito Final não é ameaça. É constatação. A política é feita de escolhas, e algumas escolhas encerram trajetórias. Quem votar contra o povo hoje não poderá dizer que não sabia. Quem sustentar os vetos não poderá alegar surpresa. A cidade já entendeu o que está em jogo. Ainda há tempo de honrar a palavra dada. Ainda há tempo de respeitar as emendas aprovadas. Ainda há tempo de ficar do lado certo. Mas, quando o apito soar, não haverá prorrogação. Quem votar contra o povo estará derrotado, e sairá da política pela porta dos fundos da história.
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