elevação expressiva dos cachês cobrados por artistas e bandas para apresentações em festas juninas acendeu um alerta entre prefeitos do Nordeste. O tema foi debatido na manhã desta sexta-feira (30), durante reunião que contou com a participação do prefeito Eriton Ramos e representantes da União dos Municípios da Bahia (UPB), com foco no planejamento do São João 2026.
A UPB lidera uma articulação inédita para unir estados da região e enfrentar o que classifica como uma escalada abusiva de valores, que ameaça as finanças municipais e coloca em risco a realização dos tradicionais festejos juninos.
À frente das discussões, o presidente da União dos Municípios da Bahia, Wilson Paz Cardoso, afirmou que a mobilização já envolve entidades municipalistas de todo o Nordeste, além de órgãos de controle. Em entrevista ao site Olá Bahia, ele destacou que o objetivo não é acabar com os festejos, mas garantir que eles aconteçam de forma responsável, sem comprometer serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Segundo Wilson, bandas que cobravam entre R$ 300 mil e R$ 400 mil em anos anteriores passaram a exigir valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão, enquanto outras saltaram de R$ 600 mil para até R$ 1 milhão.
“Isso inviabiliza a realização de festas como o povo merece. Tem município que ainda está pagando contas do São João passado”, alertou.
O prefeito Eriton Ramos também destacou a importância do debate e reforçou a necessidade de encontrar alternativas para manter viva a tradição junina.
“A pauta foi o nosso querido São João e os preços para contratar as bandas que fazem parte dos festejos juninos. Estive ao lado de vários prefeitos, não só da Bahia, mas também de todo o Brasil, para discutirmos soluções práticas, para que continue sendo viável fazer essa festa que significa tanto para o nosso povo, já que os preços praticados pelas bandas vêm sofrendo aumentos excessivos ao longo dos anos”, afirmou.
A expectativa é que, a partir das discussões iniciadas na reunião desta sexta-feira, seja construída uma estratégia conjunta entre os municípios nordestinos para equilibrar custos, preservar a tradição cultural e manter a responsabilidade fiscal.
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