A Polícia Federal já iniciou o cruzamento de informações bancárias de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, com dados de outros investigados em um inquérito que apura suspeitas de irregularidades envolvendo descontos ilegais aplicados a beneficiários do INSS. A análise busca identificar eventuais transferências financeiras entre os citados.
A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático foi autorizada em janeiro de 2026 pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Segundo informações divulgadas previpelo portal Poder360, a solicitação da PF ocorreu antes mesmo da decisão do colegiado que, em fevereiro, confirmou a medida.
Relatórios preliminares da investigação apontam suspeita de que Lulinha possa ter recebido valores mensais de até R$ 300 mil provenientes de um suposto esquema envolvendo recursos destinados a aposentados e pensionistas. Ele nega qualquer irregularidade. A defesa afirma que as menções ao nome dele são infundadas e motivadas por interesses políticos.
Entre os investigados também está o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde setembro de 2025, apontado como possível responsável por repasses financeiros sob análise. A decisão judicial também determinou que provedores preservem mensagens eletrônicas associadas ao filho do presidente para eventual perícia.
O ministro Mendonça, indicado ao Supremo em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro, conduz ainda outra investigação envolvendo o chamado caso Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central por suspeitas relacionadas a títulos de crédito irregulares.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou publicamente que, caso haja envolvimento de seu filho nas suspeitas, ele deverá responder judicialmente. Em pronunciamentos recentes, afirmou que o próprio investigado sabe a verdade e que deve se defender se for inocente.
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