A Câmara de Vereadores de São Francisco do
Conde rejeitou a denúncia que pedia a abertura de investigações e processo de impeachment contra o prefeito Antônio Calmon. Apenas dois parlamentares votaram a favor do recebimento da denúncia: os vereadores Rafael Nogueira e Lígia Costa Rosa.
De acordo com o vereador Rafael Nogueira, a denúncia apresentada tinha como base uma série de ocorrências registradas na administração pública municipal ao longo de
2025. Entre os pontos citados estão os atrasos no pagamento da bolsa universitária, o inadimplemento do seguro-defeso municipal, atrasos nas obras do Hospital Municipal Célia Almeida Lima e a consequente utilização do Estádio Municipal Junqueira Ayres como hospital estacionário durante o período das obras.
Segundo o vereador, os fatos levantados também apontariam possíveis indícios de corrupção. Durante a sessão, a vereadora Lígia Costa Rosa também utilizou a tribuna para manifestar preocupação com o resultado da votação. De acordo com ela, a decisão da Câmara significa que os fatos narrados na denúncia não merecem sequer ser investigados.
"A Câmara votou que os fatos narrados na denúncia não merecem nem serem investigados", afirmou a vereadora.
Lígia disse considerar estranha a votação e declarou estar revoltada com a situação. Segundo ela, na condição de advogada, não identificou qualquer vício jurídico que impedisse o prosseguimento da denúncia, que poderia resultar na abertura de processo e eventual afastamento do prefeito.
Além da denúncia protocolada na Câmara de Vereadores, parte da população também se mobilizou em apoio ao pedido de impeachment. Um abaixo-assinado com assinaturas de moradores foi apresentado, além de uma petição online que ultrapassou a marca de 5 mil assinaturas em apenas dois dias.
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