A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte da esposa, a também policial Gisele Alves Santana. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual.
A prisão aconteceu no apartamento do oficial, localizado na região central de São José dos Campos, onde equipes da Polícia Civil e da corregedoria da PM cumpriram o mandado.
A vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas passou a ser investigado como homicídio após a análise de laudos periciais.
Segundo as investigações, o pedido de prisão preventiva foi feito após a polícia concluir que houve feminicídio seguido de tentativa de encobrir o crime. A decisão foi autorizada pela Justiça com aval do Ministério Público de São Paulo.
De acordo com a polícia, o próprio tenente-coronel havia alegado que a esposa tirou a própria vida após ele pedir separação. No entanto, a versão começou a ruir após a análise de parte dos 24 laudos periciais produzidos no caso.
Os exames apontam que Gisele pode ter sido imobilizada pelo pescoço antes do disparo e não apresentou sinais de defesa. Há indícios de que ela tenha desmaiado antes de ser atingida.
A perícia também concluiu que a cena do crime foi alterada. Foram identificadas inconsistências, como manchas de sangue em locais incompatíveis e posição do corpo que não condiz com casos de suicídio.
O corpo da vítima chegou a ser exumado no dia 7 de março para aprofundar as investigações.
Após a prisão, o oficial deve ser encaminhado ao 8º Distrito Policial, onde passará por interrogatório. Em seguida, será submetido a exame de corpo de delito e transferido para o Presídio Militar Romão Gomes.
O caso segue sob investigação.
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