Os combustíveis devem ter nova alta na Bahia a partir desta quinta-feira (26), com reajuste previsto para ser anunciado ainda nesta quarta (25), seguindo a política semanal de preços da refinaria. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindcombustíveis-BA, Glauco Mendes, em entrevista ao Aratu On, que também alertou para o risco de desabastecimento no estado.
A precificação dos combustíveis é definida semanalmente pela refinaria, sempre nas noites de quarta-feira, com os novos valores passando a valer a partir das 0h de quinta. Esse modelo é adotado desde a aquisição da refinaria pela Acelen. Em meio ao conflito no Oriente Médio, a empresa já realizou sucessivos reajustes, o que levou o Procon-BA a notificá-la para prestar esclarecimentos sobre os aumentos.
De acordo com o presidente do sindicato, o cenário internacional tem influência direta nos reajustes. Ele avalia que a instabilidade geopolítica, especialmente no Oriente Médio, deve provocar nova alta nos combustíveis.
“Acredito que nesta quinta vai ter novo aumento. Com a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra teria alguns dias de paralisação, o barril do petróleo chegou a cair. Mas, como Israel seguiu atacando o Irã, vamos ter novo aumento”, afirmou.
Mendes também criticou a fala de Lula de recomprar a refinaria, hoje na gestão da Acelen. Para ele, a discussão sobre recompra não resolve o problema imediato. “O presidente da República fala em recomprar a refinaria. Isso pode acontecer, mas só depois de 2029, por questões contratuais. E a gente não pode esperar até lá, temos que ter medidas urgentes”, disse.
Desabastecimento
Além do aumento nos preços, o presidente do Sindcombustíveis-BA alertou para o risco de falta de combustíveis no estado. Segundo ele, o problema já começa a aparecer em outras regiões do país.
“Do jeito que estamos caminhando, vai faltar produto na Bahia. Já está acontecendo em outros estados. O Rio Grande do Sul já tem em torno de 140 cidades com esse problema”, pontuou.
Ele explicou que o Brasil não é autossuficiente na produção de diesel refinado, dependendo de importações para atender à demanda interna.
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