Uma operação da Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) atingiu, nesta quarta-feira (1º), o gabinete do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
A ação também teve como alvo um apartamento no condomínio de alto padrão em Salvador e imóveis no interior do estado. Nos locais foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos em poder dos investigados, os quais serão submetidos à perícia com a finalidade de constatar a ocorrência deste e de outros crimes, além de valores em espécie.
Nos locais foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos em poder dos investigados, os quais serão submetidos à perícia com a finalidade de constatar a ocorrência deste e de outros crimes, além de valores em espécie.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Além da capital, equipes estiveram em Serrinha, incluindo o bairro da Vaquejada, Santaluz, Araci e Feira de Santana.
Esquema sob suspeita
A investigação aponta para um suposto esquema de desvio de recursos públicos a partir de contratos de locação de veículos firmados pela Prefeitura de Serrinha entre 2017 e 2024.
De acordo com os investigadores, o então gestor municipal, juntamente com diversos outros servidores públicos do município de Serrinha, em conluio com a empresa vencedora, e outras empresas cooptadas, fraudaram as licitações de locação de veículos no município entre 2017 e 2024.
Após a fraude na licitação, o proprietário da empresa, que é ex-prefeito de uma cidade da região e atualmente ocupa o cargo eletivo na Assembleia Legislativa da Bahia, realizava transferências e pagamentos em espécies aos servidores e gestores, tais valores eram oriundos do superfaturamento e não execução dos serviços.

Dinheiro vivo e articulação
De acordo com a PF, o proprietário da empresa beneficiada, ex-prefeito de um município da região e atualmente ocupando cargo eletivo, seria responsável por repassar parte dos valores a agentes públicos. Os pagamentos teriam sido feitos por meio de transferências bancárias e também em dinheiro em espécie.
A apuração inclui suspeitas de fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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