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Investigação

Líder de facção carioca ordenou assassinato de trabalhadores baianos na Paraíba por dívida de drogas, diz polícia

Investigação aponta que dívida de drogas de uma das vítimas pode ter motivado o assassinato dos trabalhadores baianos

10/04/2026 08h01
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As investigações sobre a morte de quatro trabalhadores baianos na Paraíba revelou que o crime teria sido ordenado por um líder de facção criminosa com atuação no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (9).

Apontado como mandante, o chefe do grupo criminoso segue foragido e, segundo a polícia, estaria escondido no estado do Rio de Janeiro. A identidade dele não foi divulgada.

A principal linha de investigação indica que o crime pode estar relacionado a uma dívida de drogas atribuída a uma das vítimas, Lucas Bispo, de 22 anos. Ainda de acordo com a polícia, os outros três trabalhadores não teriam qualquer envolvimento.

Na noite da última quarta-feira (8), um suspeito de participação no crime foi preso em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. Com ele, os policiais encontraram o celular de uma das vítimas.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já tinha passagens por tráfico de drogas e integra a organização criminosa investigada. Apesar disso, as apurações indicam que ele não seria o responsável por fornecer drogas a Lucas.

Ainda conforme a corporação, ao menos cinco outros suspeitos já foram identificados por participação tanto na execução quanto na ocultação dos corpos. Todos seguem foragidos e têm mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Entenda o caso

Os corpos de Cleibson Jaques, de 31 anos, Lucas Bispo, 22, Sidclei Silva, 21, e Gismario Santos, 23, foram localizados dentro de um carro abandonado em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa, na madrugada da última sexta-feira (3).

De acordo com a perícia, os trabalhadores foram executados a tiros cerca de dois dias antes de serem encontrados. Três das vítimas estavam com as mãos amarradas para trá.

As investigações iniciais apontam que os quatro homens estavam vivendo havia aproximadamente dois meses em Bayeux, na Região Metropolitana da capital paraibana, onde atuavam em uma obra da construção civil.

 

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