O réu Marcelo Batista, dono de um ferro-velho em Pirajá, em Salvador, permaneceu em silêncio durante toda a audiência de instrução do processo que apura sua participação em um duplo homicídio. A etapa marca o encerramento da fase de instrução do caso.
A investigação, que se estende há mais de um ano, aponta que Marcelo foi preso em diferentes momentos ao longo do processo. Ele chegou a ficar foragido por mais de dois meses, até se entregar à Justiça em junho do ano passado. Mesmo após ter a prisão revogada em algumas ocasiões, voltou a ser detido por outros crimes.
Marcelo Batista e o policial militar Josué Xavier Pereira são investigados pelas mortes de dois ex-funcionários: Paulo Daniel, de 23 anos, e Matusalém Silva, de 25. As vítimas desapareceram em novembro de 2024, após saírem para trabalhar em um ferro-velho no bairro de Pirajá.
De acordo com as investigações, os dois teriam sido torturados e executados. Os corpos não foram localizados.
Além do duplo homicídio, o empresário também é acusado de tentar matar três pessoas, sendo duas delas ex-funcionárias. Segundo a polícia, as vítimas foram baleadas, mas sobreviveram.
Durante o período em que esteve preso, Marcelo Batista passou a ser investigado ainda por tentativa de suborno. Conforme a administração da unidade prisional, ele teria oferecido dinheiro a agentes penitenciários em troca de benefícios.
Com o encerramento da fase de instrução, caberá agora à Justiça decidir se os réus serão levados a júri popular.
A investigação, que se estende há mais de um ano, aponta que Marcelo foi preso em diferentes momentos ao longo do processo. | Foto: SSP-BA
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