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Wagner debochou

João Roma rebate Wagner após petista chamar regulação de ‘fila da vida’ e diz que declaração é ‘tapa na cara do povo’

Fala absurda revoltou moradores

24/08/2026 20h19
Por: Redação

O ex-ministro e candidato ao Senado, João Roma (PL-BA), rebateu, nesta segunda-feira (24), a declaração do senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT-BA), sobre o sistema de regulação da saúde na Bahia. Em entrevista à Rádio Clube FM de Santo Antônio de Jesus, Wagner classificou a regulação como a “fila da vida” e afirmou que o mecanismo é responsável por organizar o acesso de pacientes a cirurgias e outros procedimentos. Roma contestou a afirmação e disse que a fala demonstra insensibilidade diante das pessoas que aguardam atendimento.

Para o candidato, a situação enfrentada por pacientes e familiares no estado representa uma crise que não pode ser minimizada. Roma afirmou ainda que ouviu relatos de famílias durante agendas políticas realizadas no último fim de semana ao lado do candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil-BA). Segundo ele, entre os relatos estavam casos de mães que perderam filhos enquanto aguardavam atendimento pelo sistema de regulação.

“A fala do senador Wagner é uma mistura de insensibilidade com a dor das pessoas que aguardam na fila da regulação e de desonestidade. É um tapa na cara do povo. Nós vivemos uma verdadeira crise por conta da longa espera na fila da regulação. Negar que pessoas morrem esperando atendimento na Bahia é como dizer que o céu é vermelho”, afirmou Roma.

Roma questiona Jaques Wagner sobre relatos de pacientes

Ao rebater a declaração do senador, João Roma afirmou que os problemas enfrentados por pacientes que dependem da regulação precisam ser discutidos a partir dos relatos de quem vivencia a espera pelo atendimento. O candidato disse que ouviu diretamente familiares durante as agendas políticas do fim de semana e utilizou esses relatos para questionar a avaliação feita por Wagner sobre o funcionamento do sistema.

“Neste fim de semana, eu e ACM Neto ouvimos mães que perderam seus filhos, crianças, esperando na fila da regulação. Essa é uma dor que nenhuma família deveria enfrentar. Senador Wagner, o senhor poderia ir até essas mães e dizer que elas estão mentindo? Poderia olhar nos olhos delas e dizer que essa é a ‘fila da vida’?”, questionou.

Candidato critica tentativa de responsabilizar Salvador

Outro ponto levantado por João Roma foi a atribuição de parte dos problemas da regulação à estrutura de saúde do município de Salvador. Wagner afirmou que a capital baiana, com cerca de 2,6 milhões de habitantes, possui apenas duas unidades hospitalares municipais e comparou a estrutura local com a de cidades como Fortaleza e Recife.

Roma contestou essa avaliação e citou investimentos realizados durante as gestões de ACM Neto à frente da Prefeitura de Salvador. Segundo o candidato, a estrutura municipal de saúde foi ampliada durante o período e contribuiu para reduzir a pressão sobre os hospitais da capital baiana.

“É desonesto culpar Salvador. Quando ACM Neto chegou à prefeitura, Salvador tinha apenas uma UPA, que nem funcionava. Hoje são mais de 10 unidades, que ajudaram a acabar com as longas filas de macas nos hospitais. Sem contar que Neto construiu o primeiro hospital municipal da história da cidade, e hoje já são quatro hospitais em pleno funcionamento”, disse.

Wagner defende ampliação da rede estadual de saúde

Na entrevista concedida à Rádio Clube FM, Jaques Wagner também destacou investimentos realizados na rede de saúde durante os governos estaduais do grupo político ao qual pertence. O senador afirmou que, desde 2007, houve ampliação da oferta de procedimentos especializados fora de Salvador, com a construção de novos hospitais e policlínicas regionais.

“Até eu chegar ao governo, no interior não tinha uma operação de coração, uma operação neurológica, um tratamento de câncer e até mesmo uma hemodiálise era difícil. Hoje, posso dizer que temos 27 policlínicas, que são centros de diagnóstico de primeiro mundo, e 15 novos hospitais, com direito a tudo de mais moderno”, afirmou Wagner.

O senador também sustentou que a falta de unidades municipais em Salvador faz com que hospitais estaduais recebam pacientes que poderiam ser atendidos em estruturas de média complexidade. Segundo ele, essa sobrecarga contribui para aumentar a pressão sobre a rede estadual e interfere no funcionamento da regulação.

“Um acidente de carro, uma queda de moto, qualquer coisa desse tipo, tem que levar para uma emergência estadual. Uma pessoa que poderia ser atendida num hospital municipal de média complexidade acaba sendo empurrada para o hospital estadual”, criticou Wagner.

João Roma acusa grupo governista de transferir responsabilidade

Na avaliação de João Roma, entretanto, os argumentos apresentados pelo senador representam uma tentativa de transferir a responsabilidade pelos problemas da saúde pública na Bahia. O candidato afirmou que o grupo político que governa o estado há anos precisa responder diretamente pelas dificuldades enfrentadas por pacientes que aguardam atendimento especializado.

“Wagner e seu grupo tentam, a todo momento, reescrever a história, mas o povo conhece a verdade. É do feitio deles arrumar desculpas e culpados o tempo inteiro. Do jeito que fala, os problemas da fila da regulação não são de Wagner, Jerônimo e Rui. É, na verdade, uma confissão de que são incompetentes para resolver o problema”, concluiu Roma.

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