Uma funcionária de 26 anos foi presa nesta quinta-feira (27), durante a Operação Fluxo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil em Salvador e Itaberaba. Ela é apontada como responsável por desviar dinheiro, causando um prejuízo superior a R$ 2,9 milhões a cinco empresas dos setores de construção civil e incorporação imobiliária.
Segundo as investigações, a suspeita utilizava a função que exercia nas empresas para manipular ordens bancárias realizadas por meio do Pix.
Ela inseria o nome de fornecedores reais no campo destinado ao beneficiário, mas direcionava os valores para contas bancárias de familiares, incluindo a própria mãe e o companheiro.
De acordo com a investigação, para evitar que os sócios das empresas percebessem as irregularidades, a funcionária teria criado situações de suposta urgência financeira e mencionado possíveis riscos de aplicação de multas.
Com isso, ela buscava obter a aprovação rápida das transferências, dificultando a fiscalização dos responsáveis pelas empresas.
A operação cumpriu um mandado de prisão preventiva, três mandados de medidas cautelares diversas da prisão e três mandados de busca e apreensão domiciliar.
As medidas tiveram como objetivo recolher elementos que possam contribuir para o avanço das investigações, além de permitir o bloqueio de bens e valores dos investigados para possibilitar a recuperação e restituição dos recursos às empresas vítimas.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, cartões vinculados a diferentes contas bancárias, equipamentos eletrônicos e dois veículos.
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