Um sargento da Polícia Militar e dois servidores comissionados que exerciam funções de chefia na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), em Simões Filho, foram presos na manhã desta terça-feira (1º), durante a Operação Giratina. A ação investiga um grupo suspeito de fraudar procedimentos de recadastramento e transferência de veículos na Bahia.
Além do trio, um quarto suspeito, familiar de um dos alvos, também foi preso. Três prisões foram realizadas em Madre de Deus e uma em Simões Filho. Também foram cumpridas outras ordens judiciais em Camaçari e Lauro de Freitas, na Bahia.
Deflagrada pela Polícia Civil, a operação também teve ações no estado do Ceará, onde foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a uma empresa e a pessoas apontadas como envolvidas no esquema.
Durante as diligências, foram apreendidos uma pistola, um revólver, aparelhos celulares e documentos que podem contribuir para o avanço das investigações.
Início das investigações
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após uma comunicação encaminhada pelo Detran-BA, com base em procedimentos correcionais realizados na 25ª Ciretran, em Simões Filho.
Os levantamentos apontaram indícios de clonagem documental de veículos. Segundo a investigação, automóveis de empresas legítimas, registrados em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, eram utilizados como base para a criação de registros falsos na Bahia.
Como o grupo teria atuado
De acordo com a investigação, o grupo atuava por meio da apresentação de documentação falsa, realização ou validação de vistorias, inserção de dados no sistema Renavam e emissão dos documentos necessários para formalizar as transferências.
A participação de servidores do órgão nas etapas de vistoria, conferência documental e emissão dos registros é investigada como um dos mecanismos utilizados para conferir aparência de legalidade às operações.
Ainda segundo a Polícia Civil, após a inserção dos veículos no sistema, os bens eram utilizados, em poucos dias, em operações de alienação fiduciária para empresas sediadas no Ceará.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado pelo suposto esquema.
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