O feriadão deste 7 de Setembro reacendeu as críticas e insatisfação dos baianos que usam o sistema ferry-boat para fazer a travessia Salvador-Ilha de Itaparica. Neste sábado (5), com poucas embarcações, o tempo de espera para o embarque de veículos saindo do terminal de São Joaquim na capital passava de quatro horas.
O cenário se repete há anos, mas poderia ser diferente em 2026 se os novos ferries prometidos pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2022 tivessem sido entregues.
Naquele ano, logo após ter sido eleito, Jerônimo afirmou que daria prioridade à compra ou locação de novas embarcações para reduzir os gargalos do sistema. A previsão era de duas novas embarcações. Após sucessivas licitações fracassadas, o governo conseguiu homologar, em abril deste ano, a contratação de um novo ferry, com capacidade para 1.254 passageiros e 168 veículos. A embarcação, porém, ainda não chegou.
Questionado sobre o assunto esta semana durante sabatina na Piatã FM, Jerônimo também não conseguiu estabelecer uma data para a chegada da embarcação. “Nos próximos, no próximo mês, ainda até o final do ano, eu entregarei mais um ferry, inclusive com capacidade maior de transporte. Inclusive, dá tempo da gente poder fazer a manutenção da frota”, disse.
O governador chegou a admitir que a gestão da travessia não consegue assegurar a qualidade do serviço ao cidadão baiano, mas não apresentou nenhum plano para reverter o cenário.
“Esse é um tema muito sensível que eu sempre abordo com muita responsabilidade, porque as pessoas que vão se divertir, passear nos períodos de finais de semana ou nos feriados, dia das mães, final de ano, eu sei o quanto é difícil para que a gente possa ter rapidez no tempo e na qualidade do serviço. Eu me comprometi e vou entregar, estamos aguardando a chegada de um ferry, um ferry maior”, repetiu, sem fixar data.
O problema no ferry-boat se soma à demora na construção da Ponte Salvador-Itaparica, outra promessa de infraestrutura que se arrasta ao longo das administrações petistas no estado, desde o governo de Jaques Wagner em 2007. Este ano, há quatro meses das eleições, o governador Jerônimo anunciou o início das obras, sua principal aposta para ter o voto do eleitor de Salvador.
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