O governo Lula (PT) anunciou hoje, 17 dias antes do primeiro turno das eleições, o aumento do valor do Bolsa Família, o primeiro reajuste realizado no atual mandato do petista.
O piso do programa, que é de R$ 600, passa para R$ 691 a partir de outubro — um aumento de 15%. Segundo o ministério do Planejamento, o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777.
O reajuste acompanha a correção pela inflação nos últimos três anos e meio, desde que o programa foi renomeado para Bolsa Família, em 2023. O anúncio feito no Palácio do Planalto, na presença de Lula e de ministros.
A medida ocorre no momento em que a candidatura do petista à reeleição está ameaçada, já que seu principal adversário na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL), cresceu nas pesquisas mais recentes — Lula e Flávio aparecem empatados tecnicamente na simulação de segundo turno do Datafolha, da Quaest e da Atlas/Bloomberg.
Custos para o governo
O reajuste do Bolsa Família vai custar R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos neste ano, a partir da folha de outubro, afirmou o governo Lula.
"Há espaço fiscal para conceder o reajuste", disse o ministro Moretti, durante a reunião transmitida ao vivo. Segundo ele, para 2027, o custo ficará em torno de R$ 22 bilhões.
O ministro do Planejamento explicou também que, ao zerar a fila do INSS, o governo garantiu sobra de recursos que será usada para bancar o reajuste do principal programa federal de transferência direta de renda.
"Isso está sendo feito sem nenhuma variação adicional da despesa total nossa. Está sendo feito dentro do nosso espaço fiscal e com absoluta responsabilidade", declarou.
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