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QUEBROU: São Francisco do Conde enfrenta maior crise financeira dos últimos anos; entenda o motivo

QUEBROU: São Francisco do Conde enfrenta maior crise financeira dos últimos anos; entenda o motivo

29/04/2025 09h14Atualizado há 1 ano
Por: Redação
Foto: Reprodução
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O ano de 2025 começou com o pé esquerdo para os moradores de São Francisco do Conde. A cidade, que já enfrentava dificuldades desde 2024, viu a situação piorar com a queda brusca na arrecadação de impostos. Resultado? Menos dinheiro em caixa e mais desafios para manter serviços básicos e programas sociais que faziam diferença na vida de milhares de famílias.

Tudo começou com mudanças na operação da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), que foi vendida à empresa Acelen. Parte das atividades que antes geravam arrecadação para o município passou a ser registrada fora da cidade. Isso afetou diretamente a principal fonte de receita: o ICMS. Só para ter ideia, em 2023 São Francisco arrecadou R$ 564 milhões. Já em 2024, esse número despencou para cerca de R$ 312 milhões — uma perda de quase R$ 20 milhões por mês.

Diante dessa realidade, a Prefeitura teve que tomar medidas drásticas: cortes em contratos, demissões e reavaliação de programas sociais importantes, como o “Pão na Mesa”, que beneficiava mais de 5.200 famílias com auxílios mensais entre R$ 500 e R$ 600.

O prefeito Antônio Calmon (PP) classificou a situação como a maior crise que já enfrentou em sua trajetória política. Para tentar amenizar os impactos, a gestão criou um grupo de trabalho e iniciou conversas com a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia. Uma das propostas é cobrar da Acelen um imposto (ITIV) ainda pendente, estimado em R$ 150 milhões.

Atualmente, cerca de 60% do orçamento municipal está comprometido com o pagamento de salários de servidores e obrigações legais nas áreas de Educação e Saúde. Com o pouco que sobra, manter os programas sociais como antes virou um desafio. Por isso, a Prefeitura enviou à Câmara Municipal um projeto de reformulação do “Pão na Mesa”, mas a proposta foi devolvida sem sequer ir à votação.

Enquanto os ajustes não vêm, a população já sente no bolso e na rotina os efeitos da crise. A Prefeitura segue em busca de alternativas para garantir a continuidade dos serviços e torce para que, com novas receitas e apoio do Estado, a cidade consiga virar essa página difícil.

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