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SFC: Após mais de 60 dias de calote, Calmon enfim paga salário de outubro e prepara demissão em massa para fugir do 13º

SFC: Após mais de 60 dias de calote, Calmon enfim paga salário de outubro e prepara demissão em massa para fugir do 13º

10/12/2025 12h40Atualizado há 8 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução
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Depois de mais de 60 dias de atraso, protestos diários, servidores passando necessidade e a cidade mergulhada no caos administrativo, o prefeito Antônio Calmon finalmente parou o calote e realizou o pagamento dos salários referentes ao mês de outubro. O pagamento, que deveria ter sido realizado no início de novembro, só saiu agora  em dezembro revelando o colapso financeiro e político da gestão.

O alívio momentâneo entre os trabalhadores, no entanto, vem acompanhado de revolta. Isso porque o pagamento tardio não representa recuperação econômica nem mudança de postura, mas sim uma manobra para preparar o terreno para o “castigaço de Natal”: a demissão em massa de todos os cargos de confiança, que deve ocorrer ainda esta semana. A exoneração coletiva tem um objetivo claro: evitar o pagamento do décimo terceiro salário.

Servidores relatam que, em conversas reservadas, Calmon teria afirmado que “sabe dar ao povo de São Francisco do Conde o que eles gostam: dinheiro”. A frase, considerada preconceituosa, debochada e humilhante, circulou entre funcionários e reforçou a percepção de que o prefeito trata o funcionalismo e a população  com desdém e abuso de poder.

“Depois de dois meses de fome, de contas atrasadas, de gente pedindo doação, ele aparece dizendo isso. É de uma crueldade monstruosa”, disse um servidor que preferiu não se identificar. O pagamento de outubro, portanto, não encerra a crise. Ao contrário: marca o início de uma ofensiva ainda mais dura contra trabalhadores que sustentam o funcionamento da máquina pública. A demissão retroativa está sendo planejada exatamente para impedir que os servidores demitidos tenham direito a 13º salário e, em alguns casos, até a verbas rescisórias.

Com novembro ainda em aberto, dezembro sem previsão e o décimo terceiro ignorado, a cidade se aproxima do maior colapso trabalhista de sua história  justamente em meio à arrecadação de mais de R$ 100 milhões nos últimos 60 dias, valores que não chegam ao bolso dos servidores, mas seguem circulando em contratos dos novos operadores, a exemplo de Camamu e Eric Papito sócio do Genro de calmon, nomeações seletivas e acordos que geram suspeita.

Enquanto Calmon tenta posar de “gestor responsável” após pagar com dois meses de atraso o que já era devido, a população e os trabalhadores se organizam para novos protestos, apostando que a pressão é a única forma de impedir mais um golpe contra quem já sofre há semanas. São Francisco do Conde segue à beira do abismo  com um prefeito que paga um mês atrasado ao mesmo tempo em que prepara demissões em massa para não pagar o básico: direitos trabalhistas que são garantidos por lei.

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