Uma grave denúncia de bastidores políticos sacode São Francisco do Conde neste momento. Segundo informações recebidas de um vereador que não pode se identificar pelo Jornal Candeias de fontes com acesso direto às tratativas, o prefeito Antônio Calmon esta reunido agora, em Salvador, na sede da empresa GRADUS, onde teria comunicado a vereadores aliados que não realizará o pagamento dos salários atrasados de dezembro enquanto a Câmara Municipal não analisar, e eventualmente aprovar os vetos impostos por ele às emendas parlamentares que devolveram recursos às áreas sociais retiradas da proposta original da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Apenas os vereadores Lígia Costa Rosa e Rafael Nogueira não se fizeram presente. De acordo com os relatos, a mensagem transmitida na reunião é clara e alarmante: os salários dos servidores estariam sendo usados como instrumento de pressão política, numa tentativa de forçar a Câmara a derrubar, na prática, a vontade do Legislativo e da população, expressa na aprovação das emendas que restabeleceram investimentos em assistência social, educação, transporte e programas de combate à fome.
Ainda segundo as mesmas fontes, o prefeito teria ido além e ameaçado retirar todos os cargos indicados por vereadores que votarem contra seus vetos, aprofundando o clima de coação institucional e confronto aberto entre os Poderes. O áudio ao qual tivemos acesso e está sendo periciado mostra que algumas declarações configuram uma escalada sem precedentes na crise política do município, com impactos diretos sobre milhares de servidores que aguardam salários atrasados para sobreviver no fim de ano.
A reunião ocorre justamente na sede da GRADUS, empresa que já é alvo de críticas e questionamentos públicos por falhas graves na transparência fiscal do município. Relatórios obrigatórios não publicados, dados incompletos no Portal da Transparência e lacunas na execução orçamentária de 2025 levantaram suspeitas de manobras contábeis que dificultam o trabalho de órgãos de controle e fiscalização. O local do encontro, portanto, reforça a gravidade simbólica do momento.
Vereadores relatam indignação com o que classificam como uma tentativa de submeter o Legislativo pela fome do servidor, num movimento que transforma salários, direito constitucional. em moeda de barganha política.
Após ser derrotado politicamente na votação da LOA, Calmon agora tentar reverter a decisão por meio da pressão administrativa e do medo, aprofundando o desgaste de um governo já marcado por atrasos salariais, calotes, obras paradas e colapso social. O Jornal Candeias acompanha a situação em tempo real e aguarda posicionamento oficial do prefeito, da GRADUS e da Câmara Municipal.
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